Killing Fields em Phnom Penh, Camboja

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Como vocês sabem, tento trazer sempre um conteúdo super positivo e alto astral para vocês. Mas dessa vez simplesmente não tem como. Quando você visita um killing field, ou campo de concentração, você é dominado por um sentimento de tristeza, impotência e indignação. Não tem o que fazer, apenas respeitar esse momento e o mais importante: aprender.

Foi isso que fiz... apesar de ficar triste, aprendi muito! Sobre coisas que não fazia ideia! Não sei por que não aprendemos muito sobre a história de países como Laos e Camboja na escola, principalmente por acontecimentos tão marcantes como essa execução em massa. 

Entre 1975 e 1979 - ou seja, bem recente - mais de 1 milhão de pessoas foram executadas e queimadas pelo regime do Khmer Vermelho no Camboja. Dá pra acreditar? Até hoje podemos sentir a vibe negativa no país onde as pessoas ainda procuram forças para se recuperar de tantos traumas - muitas famílias foram destruídas, e muitas pessoas vivem hoje amputadas e em péssimas condições de vida.

Eu achei que seria muito pesado fazer o tour completo, que passa pela escola, que hoje é um museu chamado Tuol Sleng com quadros - e até mesmo sangue - da matança em série, então me restringi a visitar o campo de concentração, na vila de Choeung Ek. Da próxima vez eu faço o tour completo, mas caso você tenha interesse em fazer, visite antes a escola, depois o campo como indicado, para entender melhor a ordem dos acontecimentos.

No campo é possível entender através dos audio-guias, um pouco mais sobre essa história sangrenta, além de visualizar os elementos que provam os acontecimentos, como a árvore que tocava - e ainda toca - uma música para abafar os gritos e choros de crianças que eram mortas ali, além de evidências como ossos e crânios. É tudo bem chocante!

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Também há as áreas onde os corpos eram enterrados, e hoje contam com pulseirinhas coloridas que representam cada pessoa morta. Nunca tinha ido num campo de concentração antes, só vi em filmes, mas é inacreditável... 

O massacre aconteceu logo depois da Guerra Civil, que durou entre 1970 e 1975. De uma população total de cerca de 8 milhões de pessoas, estima-se que cerca de 2.5 milhões foram mortas, incluindo doenças e fome - nem sempre elas eram executadas. Ou seja, dizimou-se quase 1/3 da população do país

E o pior de tudo, é que eles matavam as crianças batendo a cabeça delas contra árvores, justamente para que elas não se rebelassem contra o governo por causa de seus pais, que muitas vezes eram professores, médicos e revolucionários - pessoas instruídas que tinham ideias opostas ao regime do Khmer. 

Além disso tudo, foram queimados livros, pinturas, qualquer documento vindo de fora, e hoje a história do país é marcada por pobreza, devastação e sujeira. As pessoas vivem em condições precárias, pois quem tinha o poder de criar um país melhor foi executado... Mas ainda assim, há crianças e jovens que estão tentando mudar o futuro do país, estudando o inglês, ficando próximas dos turistas, fazendo os seus trabalhos de forma correta e estão cheias de esperança. É nessas crianças que precisamos focar para conseguir ver o Camboja como um país a prosperar! ;)

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Choeung Ek Genocidal Center - Phnom Penh, Cambodia
Alugue um tuk tuk para fazer essa visita

Espero que tenham aprendido um pouquinho mais sobre a história desse imenso mundo em que vivemos.

Beijocas,
Mandzy.