Tubing em Vang Vieng: diversão garantida

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Então hoje é o dia de contar minha experiência no tubing de Vang Vieng, certo? Ok, ok! Um evento desses realmente não pode ser passado em branco, até porque é um passeio que só acontece uma vez na vida - pelo menos nos moldes do Laos!

O tubing nada mais é do que o ato de descer o rio de boia. Mas como eu contei no post do guia de Vang Vieng, esse pequeno e inofensivo ato acabou matando dezenas de pessoas entre os anos 2011-2012, até que ele foi então remodelado. Como fui em Janeiro de 2015, várias regras já estavam valendo, e eu confesso que não vi muito problema no passeio - a não ser para aquelas pessoas que bebem a ponto de ficar inconsciente em cima da boia.

Mas como estou aqui para contar a minha experiência, não vamos falar de tragédias e sim de diversão - como as próprias fotos irão mostrar! Ainda bem que eu e minha amiga Ana fomos com o pessoal que conhecemos na Tailândia e eles registraram tudo em fotos e depois nos enviaram! Uhul! Vamos lá?

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MINHA EXPERIÊNCIA

O tubing é realmente o maior atrativo da cidade de Vang Vieng, e eu, no auge dos meus 24 não poderia deixar de fazer. Mas você também pode e deve ir à cidade para relaxar, entrar em contato com a natureza e com toda a espiritualidade que só a Ásia tem. Se você passou dos 35, provavelmente não vai querer se aventurar (ou se arriscar) nessa brincadeira "idiota" que é o tubing, até porque a média de idade está abaixo dos 25. Obs: ainda bem que fui aos 24 e agora estou bem legal, não faria o tal tubing de novo! Haha! 

Tudo começou por volta das 10h/11h da manhã no centrinho de Vang Vieng. Já haviam nos falado que era só chegar ali que veríamos uma fila de pessoas esperando ansiosamente para alugar as boias (que são, na verdade, pneus pintados) para então entrar no tuk tuk que leva até a beira do rio Nam Song. Dito isto, aguardamos na fila, enquanto fizemos amizade com outras pessoas - inclusive umas brasileiras que seguiram com a gente no resto da viagem até a Tailândia. 

Os tuk tuks fazem fila em frente à lojinha de aluguel. Eles amarram todas as boias no topo do carro e lá vamos nós até o rio. O que fica combinado é que vamos voltar todos no mesmo tuk tuk, mas na prática isso não acontece, já que não tem como controlar. Reza a lenda que até 2012, eram 500 pessoas com boia por dia descendo o rio, e agora abaixaram o limite para 150 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir a sua vaga nessa experiência incrível! Rs!

BAR 1

A aventura em si começa no primeiro bar - junto com os primeiros shots. Foi ali que o tuk tuk nos deixou, ainda com as boias amarradas. Os motoristas ficam esperando você fazer toda a bagunça que quiser no primeiro bar, até ter vontade de começar a descida, quando então você vai resgatar a sua boia, apoiar sobre as águas, se acomodar em cima dela e então deixar a correnteza te guiar. 

Nesse primeiro bar, eles tentam oferecer de tudo, mas não é um bar para você perder muito tempo. Pedi um drink, jogamos uma partida de beerpong e pronto, já estávamos legais para continuar - ou melhor, começar o passeio em si! A sensação de flutuar no rio com aquela boia é algo muito curioso que eu nunca me imaginei fazendo. O simples fato de você estar ali, com um monte de gente jovem e animada ao seu redor, fazendo a mesma coisa boba que você está fazendo, já traz uma vibe única!

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BAR 2

Depois que você começa a deslizar sobre as águas e curtir um pouquinho, já é hora de "saltar" no segundo bar. Detalhe 1: não sei o nome dos bares, por isso estou numerando. Detalhe 2: a hora de saltar é muito engraçada, pois vem um monte de gente te ajudar a levantar sem que a sua boia saia correnteza abaixo. Pelo menos comigo foi assim! Haha!

Chegando no segundo bar, que já estava bem mais animado que o primeiro, nos deparamos com uma lamaceira no lugar do que seria um campo de vôlei. É claro que eu não queria me jogar na lama, né? Mas aí o amigo holandês trata de vir com tudo e quando a gente vê já está com a cara na lama! Só perdoei ele porque essa era realmente a única vez que eu faria isso na vida! Haha!

Na sequência de fotos abaixo, muito bem capturada pelo outro amigo americano, dá para sentir direitinho o meu desespero (observem que tentei reagir, mas não consegui), e depois a fase do "tudo bem, acontece!". O que vocês fariam no meu lugar? Reparem também no homem saindo da lama na quarta foto. Rimos durante dias após esse episódio. Realmente...

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BAR 3

Os funcionários do bar jogam uma corda quando você está chegando para você agarrar e a correnteza não fazer você passar direto (imagina!). O terceiro bar, foi para mim, disparado o melhor. Já estávamos sujas de lama, no clima despojado mesmo e esse era o bar mais animado, sem dúvidas! Esse foi o primeiro bar com DJ (não sei se é todo dia que tem), mas foi bom que tocou um pouco de tudo! Bastante eletrônica, hip hop, reaggaeton e até Naldo! As pessoas estavam dançando muito e bebendo nos famosos baldinhos - incluindo a gente, é claro! Foi bem divertido!

Conseguimos nos banhar com uma mangueira para tirar toda aquela lama e conseguirmos enxergar alguma coisa! Rs! Outra coisa que gostei muito nesse bar é que ele tinha um campinho de basquete, então ficamos tentando acertar na cesta e não sei como, mas pontuei bastante! Infelizmente não tenho foto disso pra provar! Hahaha

Enfim, ficamos um bom tempo nesse bar, e só saímos quando começou a esvaziar, pois já devia ser umas 16h e ainda faltava o pit stop no último bar para fechar o passeio com chave de ouro. 

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BAR 4

O último bar já tinha um ritmo diferente: era mais fechado, mais escuro, tinha um longe e mesa de totó. Descansamos um pouco, jogamos totó e lá pelas 17h o bar já foi esvaziando. Não queríamos ir embora porque o dia tinha sido muito divertido ali com toda aquela galera. Mas aí vieram os guardinhas nos indicando o caminho do tuk tuk para voltarmos.

Paramos para tirar algumas fotos como essa abaixo, e quando vimos, só havia um tuk tuk restante! Ele nos esperou - tivemos que nos amontoar para conseguirmos voltar, mas no final deu tudo certo. Chegamos de volta na mesma loja do centrinho que saímos de manhã para o passeio já era perto das 18h, hora de ir para o hotel tomar um bom banho para sair à noite para conhecer o famoso Sakura Bar.

A galera da organização tinha feito tanta propaganda do Sakura com a gente que eu já estava até usando a faixinha do bar sem nem ter ido lá ainda. No final das contas foi um ótimo jeito de encerrar o dia. Estávamos cansados, mas deu para aproveitar um pouquinho a noite no bar com DJ antes de dormir. Super indico!

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Tem gente que gosta tanto desse passeio que acaba repetindo no dia seguinte, principalmente aquelas pessoas que ficam uma semana na cidade - até porque não há tanta coisa para ver por lá... Eu só não fui de novo porque não tive tempo - e ok, porque também acordei exausta no dia seguinte!

Nessa viagem você vai conhecer gente de todos os lugares do mundo: Ásia, Europa, Oceania... a maioria mochileiros desesperados por diversão, álcool e até mesmo drogas. Sempre costumo achar os brasileiros mais comportadinhos apesar da nossa fama de bebedores e festeiros. Então fique na sua e não vá na onda de ninguém, senão você pode se dar bem mal! ;)

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DICAS

• A primeira dica é: procure fazer esse passeio na época da seca, quando o nível do rio está mais baixo e a correnteza mais lenta. Dizem que na época das chuvas fica bem perigoso porque o rio se torna fundo e você desce bem mais rápido. Entre Novembro e Fevereiro costuma ser uma boa época. Fui no final de Janeiro e foi perfeito!

• Alugue uma bolsinha plástica que vende no próprio centrinho para proteger o seu celular e dinheiro. Elas realmente funcionam!

• Chegue cedo no ponto de aluguel das boias. Leve dinheiro e tire suas dúvidas ali mesmo! O preço é o mesmo para todo mundo: 50.000 kip (5 euros) pelo pneu e uma viagem de tuk tuk até o local onde começa o tubing + 60.000 de depósito – se você não devolver a bóia até 6h (acredite, depois de uns baldes é meio difícil fazer isso a tempo!) ou perdê-la no caminho, você perde essa grana.

• Procure saber se os horários e preços continuam o mesmo ou algo mudou desde a minha ida.

• Você não precisa beber para se divertir nesse passeio. Aliás, nem precisa parar nos bares. Você pode simplesmente alugar a boia ou um caiaque e descer o rio. Vale a pena pela vista!

• Caso queira levar uma GoPro, leve também a boia própria para ela. É muito fácil deixar a câmera cair durante esse passeio, e uma vez que ela cai no fundo do rio, é praticamente impossível encontrá-la. Passei por essa experiência quando a menina do meu lado deixou a GoPro dela cair na hora de saltar no segundo bar. Várias pessoas tentaram ajudar usando as máscaras de snorkel do pessoal do bar, mas não dava para ver simplesmente nada pois a cor da água era muito escura...

• Jogue "tubing vang vieng" no Google para ver fotos de outras pessoas, do rio em si, dos bares. Dá pra sentir melhor a vibe!

• A última dica é meio óbvia, mas vale a pena reforçar: não beba tanto a ponto de não saber o que você está fazendo, pois em determinados momentos você tem que "escapar" de pedras, outras pessoas, andar sobre as pedras, levantar, e tudo isso exige um mínimo de consciência. Ninguém quer sair machucado desse passeio, até porque o único hospital da cidade não dá conta de grandes coisas...

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Acho que contei minha experiência por completo. Qualquer dúvida, pergunta aqui nos comentários! Espero que tenha curtido! ;)

Beijocas,
Mandzy.

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