Nova Zelândia: infos, roteiro & dicas

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Kia Ora! Já imaginou que sonho conhecer a Nova Zelândia? Mas por que ficar só nos sonhos, não é mesmo? Posso dizer que é tudo questão de planejamento - financeiro e de roteiro - e o sonho pode sim virar realidade!

Eu fiz a viagem com meu primo que já tinha feito intercâmbio na NZ e a host mother dele na época nos levou numa road trip de van - não é o máximo? Mas na próxima ida eu quero mesmo alugar um trailer... todas as estradas e cidades do país são super preparadas para receber esse tipo de transporte. Agora vem comigo...

Sobre a Nova Zelândia

Localizada no sudoeste do pacífico, a Nova Zelândia é constituída por duas ilhas principais: North Island e South Island. Há ainda muitas ilhas menores situadas na costa como Stewart Island.

O povo Māori foi o primeiro a chegar à Nova Zelândia, viajando em canoas desde Hawaiki a cerca de 1.000 anos atrás. Um holandês, Abel Tasman, foi o primeiro europeu a avistar o país, mas foram os britânicos que tornaram a Nova Zelândia parte de seu império.

Em 1840, foi assinado o Tratado de Waitangi, um acordo entre a coroa britânica e os maoris. O tratado estabeleceu as leis britânicas na Nova Zelândia e é considerado como o documento fundador do país. O local onde o tratado foi assinado,Waitangi Treaty Grounds, foi preservado e atualmente é uma atração popular.

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Com uma história mesclada por culturas māori, europeia, asiáticas e das ilhas do pacífico, a população da Nova Zelândia se tornou mista, mas com algumas características que a tornam exclusiva no mundo.

Atualmente, dos 4,4 milhões de neozelandeses (informalmente conhecidos como quivi ou kiwi), 69% são descendentes de europeus, 14,6% são nativos māoris, 9,2% são asiáticos e 6,9% são insulares pacíficos não-māoris.

Geograficamente, mais de três quartos da população vivem em North Island, com um terço da população total vivendo em Auckland. As outras cidades importantes de Wellington, Christchurch e Hamilton são onde reside a maioria dos quivis remanescentes. 

A língua mais falada é o inglês, trazida pelos colonizadores britânicos, embora também sejam consideras idiomas oficiais línguas nativas, como a língua māori.

O clima da Nova Zelândia é moderado e varia de subtropical no norte a temperado no sul. É um país que tem as quatro estações muito bem definidas, mas também pode ter as quatro estações num mesmo dia. Independentemente da estação, a maioria das principais atrações fica aberta durante todo o ano.

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A Nova Zelândia está localizada sobre duas placas tectônicas: a do Pacífico e a australiana. Como essas placas estão constantemente se deslocando e colidindo entre si, a Nova Zelândia recebe muita ação geológica.

O Rugby é o esporte mais popular da Nova Zelândia, com o lendário All Blacks recentemente tendo ganhado a Copa do Mundo de Rugby. Embora o esporte tenha se iniciado na escolas públicas da Inglaterra, na Nova Zelândia, o rúgbi é definitivamente o esporte básico do país.

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O roteiro

Como o país é dividido em Ilha Norte e Ilha Sul, eu tive que explorar os dois lados. Fiquei um total de 18 dias entre as duas ilhas, passando mais tempo na Ilha Norte, onde tem mais cidades e, consequentemente, um maior número de atrações.

Dê uma espiada no meu roteiro, começando e terminando em Auckland, na Ilha Norte:

Dia 1: Brasil - Chile - Auckland

Dia 2: Auckland

Dia 3: Auckland

Dia 4: Tauranga

Dia 5: Tauranga

Dia 6: Tauranga

Dia 7: Tauranga

Dia 8: Tauranga

Dia 9: Tauranga

Dia 10: Tauranga - Roturua (região vulcânica e cheia de gêisers)

Dia 11: Rotorua - Taupo

Dia 12: Taupo - Wellington

Dia 13: Wellington - Christchurch

Dia 14: Christchurch - Queenstown

Dia 15: Queenstown

Dia 16: Queenstown - Te Anau - Queenstown

Dia 17: Queenstown - Auckland

Dia 18: Auckland - Sydney (Australia)

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Como estava acompanhada de pessoas que já conheciam o roteiro, não pude deixar de concordar que foi tudo muito bem planejado. Sendo assim, super indico o roteiro acima, seja para quem visita a Nova Zelândia pela primeira vez, seja para quem está retornando. Eu super faria novamente esse roteiro!

Lembrando que fazer as duas ilhas em menos de duas semanas pode ser um pouco corrido demais. Provavelmente você terá que cortar algumas cidades e atrações. Se eu pudesse estipular o tempo perfeito para passar na Nova Zelândia, seria de 1 mês - o tempo exato de nossas férias no trabalho! E aí, vai começar a planejar?

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Dicas

• A moeda da Nova Zelândia é o dólar neo-zelandês (NZ$). Os hotéis e restaurantes na Nova Zelândia não acrescentam tarifas de serviços à conta. Entretanto, a gorjeta pelo bom serviço ou gentileza prestados fica a critério do visitante. 

• Fui em Setembro, durante a Primavera, quando as temperaturas variam de 4,5 a 18 ºC. Estava bem frio, mas nada insuportável, até porque o sol estava presente quase todos os dias da viagem. Por isso, acredito que seja uma ótima época para ir!

Explorar a Nova Zelândia de carro ou em trailers é bem comum. Mesmo se estiver acostumado a dirigir em outros lugares, você precisará, antes de começar sua jornada, estar bem atento a circunstâncias como climas extremos, estradas estreitas e com vento, entre outras complicações. Eu, por exemplo, peguei um túnel fechado e tive que esperar algumas horas no meio da estrada...

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• Os neozelandeses desenvolveram uma paixão pelas áreas ao ar livre e se encantam por atividades que aproveitam ao máximo as paisagens do país. Aproveite você também para fazer picnics e outros programas ao ar livre! Em um dos dias, fizemos uma tarde de fish & chips & wine na beira do Rio Taupo e foi simplesmente incrível! :)

• Pelo sim ou pelo não, leve casacos, gorros, cachecóis, luvas e tudo que tiver direito! Ah, não se esqueça da blusa térmica! Eu usei muuuuito! 

*Algumas informações foram retiradas do site: https://www.newzealand.com/br/

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E aí, tudo pronto para conhecer a Nova Zelândia? Se animou em juntar dinheiro para fazer essa viagem? Me conta!

Beijocas,
Mandzy.

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Travessia Tailândia-Laos de barco: vale a pena?

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Depende. Se o seu objetivo é viver uma experiência antropologica, sim! Vale muito a pena! Se você quer apenas “se transportar” de um país para o outro sem curtir o caminho, não vale a pena. Nesse caso, sugiro que você gaste um pouco mais comprando uma passagem de avião. Procurando com antecedência, a diferença nem é tão grande...

O esquema da travessia era o seguinte: transfer + hotel + transfer + slow boat, durando um total de 2 dias e 1 noite por 1.850 baht. No caso da travessia de Chiang Mai para Luang Prabang, pegamos uma nova rota que não passava por Chiang Rai como de costume. Por isso pulamos a visita ao White temple, que era um passeio que eu queria muito fazer! :(

A van do tour agendado pela “the best travel” chegou ao nosso hostel por volta das 9h da manhã e depois passou para buscar os outros passageiros. Buscamos uma y alera de NY, Chile, Itália, Bélgica, além de nós duas. A viagem de van foi bem longa, de 9am até às 4pm, com parada para almoço no posto e xixi - isso porque eu pedi. A estrada tinha muita curva, mas não chegava a ser tããão sinuosa assim!

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Saltamos da van na fronteira, aí começa aquele procedimento de carimbo de saída do país, então pegamos um tuk tuk de 20 baht que já estava ali na porta até a imigração do Laos (coisa de 2 minutinhos), onde pagamos o visto ($30 ou 1200 baht para brasileiros), preenchemos os papéis, recebemos o carimbo, cruzamos a cancela (isso tudo nos tomou 1h30) e então pegamos outra van para o hotel, já no Laos! Ufa!

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O hotel era melhor do que esperávamos. Vários chalezinhos aguardavam nosso grupo, que teria que se dividir em duplas. Nos instalamos e fomos todos comer no restaurante ao lado. Fried rice + chicken + Beerlaos por 130 baht e depois ficamos conversando até as 21h. Voltamos todos juntos para o hotel e formos dormir super cedo! A galera era muito gente boa e ninguém tinha hotel para ficar em Luang Prabang.

No dia seguinte acordamos super cedo, tomamos um café rápido e pegamos estrada rumo ao porto onde pegaríamos o barco. Esqueci de mencionar que também há a opção de pegar o fast boat, mais caro! ​

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Voltando... o dia não estava dos melhores. Choveu, a estrada alagou e aí veio a dificuldade. Tivemos que fazer uma travessia rápida de balsa de um lado do rio para o outro, da onde finalmente saíam os barcos. Acontece que a nossa van foi junto, com a nossa bagagem e ela simplesmente não conseguia subir na balsa. Nesse momento confesso que me deu um certo pânico pois estávamos num país super desconhecido, além do cansaço acumulado. 

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Pois bem, chegamos ao outro lado do rio, nos instalamos no barco, que tinha condições bem precárias, rezamos e seguimos em​ frente. Para começar a se locomover, o barco teria que fazer uma curva, mas o rio estava muito baixo, mesmo com a chuva e por isso não conseguia girar.

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Resumindo, levamos quase uma hora nesse processo de rotação até conseguirmos partir em direção ao destino final. ​Havia um bar bastante informal dentro do barco onde vendia água, Coca Cola e alguns snacks, mas havia também um pote enorme de arroz dos próprios tripulantes, e eles, super gentis, nos ofereceram o arroz! 

Eu confesso que a essa altura já estava morrendo de fome e não aguentava mais coca-cola e batata Lays, por isso aceitei feliz o arroz grudadinho, gelado e puro que nos serviram! Comemos com as mãos mesmo, e acho que foi o melhor arroz que já experimentei na vida (culpa da fome! Rs!). ​

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Depois de algumas horas, atracamos em Luang Prabang e nossa aventura terminou. Aliás, só esse capítulo dela, porque a maioria do grupo se manteve unido durante todo o passeio pelo Laos, inclusive nas outras cidades que visitamos. 

Posso dizer que essa experiência toda foi algo que eu nunca esquecerei, e que, apesar do cansaço, medo, fome e o que mais se passou pela minha cabeça durante a viagem, a sensação de ter chegado bem, ter conhecido pessoas incríveis e te história pra contar é muito gratificante!  

Obrigada, Ásia!  :)

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Gostou do post? Esse é um pouco diferente dos outros mas achei que valeria a pena compartilhar esse relato para quem deseja fazer o mesmo trajeto! Me conta aqui nos comentários o que achou! 

Beijocas,
Mandzy.

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Um dia pelas ruas de Kuta, Bali

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Kuta é como se fosse o coração de Bali, o centro onde tudo acontece e onde milhares de pessoas circulam todos os dias. Se você vai a Bali, provavelmente vai passar por Kuta em algum momento. Muita gente também se hospeda por lá, ou passa no bairro apenas para fazer umas comprinhas - é lá que está o maior shopping de Bali, o Beachwalk.

Não acho que devemos tirar tanto tempo assim para explorar Kuta pois há vários outros lugares bem mais interessantes na ilha, mas certamente reservar um dia para isso pode ser uma boa ideia. Eu e minha amiga decidimos passar um dia inteiro - de manhã até a noite na famosa Kuta e agora vou listar para vocês tudo que conseguimos fazer neste dia. Preparadas?

Massagem & Spa

Apesar do trânsito caótico e das milhares de pessoas e scooters se movimentando por Kuta, há vários salões e spas que oferecem diversos tipos de massagens e tratamentos. Nada é muito baratinho, nem mesmo a manicure, mas vai dizer que em 1 mês viajando não é importante tirar um tempinho para se cuidar?

Escolhemos um salão onde conseguimos fazer as unhas - mãos e pés - e ainda ganhamos massagem nas pernas. A massagem dos asiáticos é boa demais, na Tailândia também tivemos a chance de experimentar! Não perca!

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Garimpos & lembrancinhas

Logo depois da massagem, já renovadas, demos uma volta pela região e aproveitamos para comprar lembrancinhas para os familiares e para nós mesmas! Incensos, imagens de budas, máscaras, temperos, café, bolsas e acessórios, e outras coisas típicas podem ser encontradas a preços bem baratinhos. 

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Praia

A praia de Kuta é bem mediana, mas vale dar aquela espiadinha. Não fomos com o intuito de mergulhar nem nada, apenas observamo. Há algumas escolinhas de surf e vendedores ambulantes que vêm facilmente até você. É uma praia um pouco mais muvucada que a de Seminyak. Foi bom para conhecer!

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Portais

O povo hindu é mestre em construir portais para todos os lados! Lá em Kuta, de frente para o shopping Beachwalk você encontra esses muros e portais. É interessante por ser bem diferente do Brasil, aqui não temos isso... acho curioso! :)

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Shopping

O shopping Beachwalk é provavelmente o maior e mais internacional shopping de Bali. Ali estão as melhores lojas, lembrando que Bali e a Indonésia em geral não contam com as maiores grifes internacionais como Prada, Gucci e Chanel (talvez você encontre algumas falsificações), mas podemos encontrar algumas redes como Zara, Bershka, Stradivarius e Pull & Bear. Como essas últimas não existem no Brasil, é legal entrar para ver as novidades!

O shopping é todo moderninho, tomamos um café no Starbucks e terminamos o passeio no mercado que fica no subsolo. Foi o melhor supermercado que encontramos em Bali, achei realmente bom. E lá você também encontra farmácia, restaurantes... ou seja, é um shopping bem completo. Me lembrou o shopping de Waikiki, no Hawaii, só que mais simples! Rs!

Adoro essa coisa de shopping a céu aberto com muito verde. Comemos um crepe e até tiramos algumas fotos no terraço, onde acontecem alguns eventos. Na entrada, há um foot wash area para quem vem da praia, achei bem bom ali! Claro que é um shopping construído para turistas - ah, esqueci de comentar que tem loja das Havaianas também! - mas vale a pena a visita porque chega uma hora que cansa ver tantas coisas locais, e você vai querer algo que crie mais identificação com você.

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Restaurantes chill out

Bali é rainha em montar lugares bonitinhos com decorações legais e música boa. Isso atrai e muito! Todo restaurante que eu via nesse estilo, tinha vontade de entrar e passar algum tempo ali, comendo, bebendo e descansando. Mas não tinha como senão eu voltaria com muitos quilos a mais e com muitos dólares a menos! Rs! 

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Beach Resorts 

Ao mesmo tempo em que vemos muita pobreza e bagunça em Kuta, também podemos ver diversos resorts lindos, que já incluem spa! Da próxima vez que eu for a Bali, vou querer ficar num desses. Acho demais, e nem são tão caros...

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Nightlife

Kuta definitivamente não é o melhor local para sair à noite, tem outros clubes em outros bairros que são bem mais interessantes, mas quisemos experimentar uma noite como uma local numa boate bem popular da região, chamada Sky Garden. Bem trash, mas nos divertimos horrores! Fizemos uma pré com cervejas Bintang e lá dentro tinha uma promoção de duas Smirnoff Ice pelo preço de uma, então fizemos esse mix. 

Não quisemos pedir drinks com medo de colocarem alguma coisa nas nossas bebidas - infelizmente nesses lugares você tem que prestar MUITA atenção nisso! Mas voltando à boate, ela era enorme, com uns três andares e diferentes ambientes. Tocou bastante hip hop e os hits eletrônicos. Ficamos até não aguentarmos mais! Rs!

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E assim terminou o nosso dia por lá! Espero que tenham gostado da to do list de Kuta e que se divirtam quando estiverem por lá!

Beijocas,
Mandzy.

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