Vale de la Luna e Vale de la Muerte, o combo mais procurado no deserto do Atacama

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O deserto do Atacama era o segundo-destino-principal da minha viagem pela América do Sul. Vindo de um passeio de três dias no Salar de Uyuni, na Bolívia, eu havia atravessado a fronteira no mesmo dia que resolvi fazer este passeio. Chegar cansada na cidade de São Pedro do Atacama, ter que procurar hostel, tomar banho, almoçar e trocar dinheiro, foi tudo na maior correria, mas valeu a pena pois consegui aproveitar aquele fim de tarde em lugares muito especiais.

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Trajeto

O trajeto, que inclui o Valle de la Luna e o Valle de la Muerte, começa sempre às 16h, saindo da agência, pois o objetivo é pegar o por do sol antes de voltar para a cidade de San Pedro.

Valle de la Luna

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Para quem vem do Salar, a primeira sensação é um choque de realidade, pois as paisagens mudam muito. Embora sejam dois desertos, você sai de uma atmosfera de paz, com uma imensidão de branco, lagunas e flamingos, para uma imensidão de pedras, terras avermelhadas e bastante calor. É como ir da água para o vinho!

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O Valle de la Luna é uma grande reserva fechada - e, diferente do que eu imaginava, é preciso pagar entrada, por fora do valor do passeio. Pagamos 3.000 pesos chilenos cada, mas há desconto para estudantes, vale a pena! Fizemos uma boa caminhada junto ao guia para chegar no pico principal, da onde tínhamos uma boa visão do "parque" e também de vulcões como o Licancabur ou Likankabur, o vulcão em forma de cone. Ele possui 5.916m de altura e pode ser visto à grandes distâncias.

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Além da caminhada, também há algumas paradas para tirar fotos, como a das Três Marias, e da pedra em formato de V, além do Canyon das Cuevas del Sol, que forma uma caverna bem interessante. Atenção, claustrofóbicos! Levem, uma lanterna (ou o celular) pois há momentos que não se enxerga nada e que temos que passar por lugares bem apertados, mas nada mais que isso - mochilas, câmeras e outras coisas podem acabar atrapalhando nas passagens mais estreitas. 

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Valle de la Muerte

Este local tão famoso, é como uma continuidade da reserva anterior. Alguns passeios fazem o trajeto oposto, passando primeiro por aqui e partindo só depois para o Valle de la Luna, mas sinceramente? Prefiro da forma como foi o meu, pois o horário do por do sol no Valle de la Muerte é incrível!

O visual é indescritível pois possui diferentes curvas e texturas que se misturam formando uma grande riqueza, nem parece que foi tudo esculpido pela própria natureza! Não deixe de tirar foto na Pedra do Coyote! Rola uma fila, mas compensa esperar. E quando for a sua vez...não seja medroso como eu e coloque os pés para fora. Respire, contemple e #takeyourtime! ;)

Depois que o sol se põe, todo mundo volta feliz da vida, com as energias mais do que recarregadas. :) 

Beijocas,
Mandzy.

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Minha experiência atravessando do Salar de Uyuni para o Deserto do Atacama

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O terceiro dia no Salar de Uyuni para quem vai da Bolívia para San Pedro de Atacama, no Chile, é o mais rápido, durando apenas algumas horas pela manhã. É possível ver o nascer do sol da estrada, pois os guias costumam sair bem cedinho, até para que os turistas não percam seus transfers na fronteira. Quando se está na Bolívia, nada é tão fácil quanto parece!

Dica #1: Fique ligado no horário. Eu, por exemplo, perdi meu transfer, que estava marcado para 9:30 da manhã por conta de um atraso desnecessário do meu guia. Ele sabia que tínhamos horário e, mesmo assim, ficou enrolando muito para sair de manhã. Achamos que foi uma vingança pelo dia anterior, no qual demos aquela atrasadinha básica de brasileiro, mas dessa vez ele jogou baixo, vai! 

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A sorte foi que outro motorista aceitou nos levar, pois chegamos na fronteira depois das 10h e o nosso carro/van já havia partido. Caso perdêssemos esse outro transfer, que era o último, nós ficaríamos no meio do deserto até o dia seguinte, esperando no frio! Imagina o desespero!

Esse post será basicamente para alertá-los disso, pois as paisagens em si não estavam tão interessantes a ponto de sairmos do carro! Mas vou mostrar o que consegui registrar:

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Spots

Geisers Sol de Mañana

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Chegamos bem cedinho no local para pegar o horário que os geisers estão em atividade. É possível andar por ali, observar por um tempo a ação dos geisers e tudo mais. Muito legal para quem vê pela primeira vez! Depois paramos por um tempo nas águas termais do Salar, mas não tenho fotos dessa parte porque eu estava com muito frio e aproveitei para dormir mais um pouco dentro do carro quentinho! :P 

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Deserto de Dali

Formações rochosas no estilo das pinturas de Salvador Dali

Formações rochosas no estilo das pinturas de Salvador Dali

Visualizamos montanhas e mais montanhas enquanto nosso guia corria para nos deixar a tempo na fronteira, pois essa hora estávamos, de fato, pressionando ele! Resultado: passamos direto pela Laguna Blanca e pela Laguna Verde - ele até deu uma paradinha, mas a cor não estava bonita, e por isso, nos apressamos para continuar o caminho. Acho que o melhor horário para visitá-la é na parte da tarde, ficamos um pouco chateados com isso. Mas estávamos tão atordoadas com o horário que nem iríamos curtir muito!

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A fronteira

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Chegando na correria para pegar o carimbo (adoro!) e pagar uma taxa que eles cobram pela saída do país - que não é obrigatória, mas como não tínhamos tempo para discutir, deixamos os últimos bolivianos lá com os caras e fomos em direção à van que nos acolheu bondosamente. Foi aí que terminou nossa aventura pelo famoso Deserto do Sal, na Bolívia! Experiência única e indescritível, pela qual eu sempre serei grata!

Para ler sobre meu primeiro dia no Salar de Uyuni, clique aqui.

Para saber como foi o segundo dia, clique aqui.

Para saber sobre o resto da viagem, incluindo Deserto do Atacama e Machu Picchu, fique de olho! ;)

Beijocas,
Mandzy.

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Explorando o deserto da Bolívia: lagunas com flamingos

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O segundo dia de passeio pelo Salar de Uyuni foi o mais agitado, e com visuais lindos! Acordamos cedo, tomamos o café da manhã servido pelo nosso guia - Apple! - e continuamos descendo de carro pelo deserto.

Se você perdeu: Veja aqui como foi o primeiro dia no Salar de Uyuni!

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Spots

Trilho de Trem

A primeira parada foi num trilho de trem no meio do nada - ou melhor, no meio de um frio absurdo - apenas para tirar fotos. Ao fundo, vimos o primeiro vulcão da viagem, o Volcán Ollague e logo chegamos no mirador para observá-lo mais de perto. Mas com o passar da viagem, vimos tantos vulcões que não estamos nem sentindo falta deles aqui no Brasil! Rs!

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Laguna Cañapas

Essa foi a segunda parada, que nos surpreendeu muito pela beleza do conjunto - montanhas, laguna, vegetação e FLAMINGOS!!! Quando chegamos, os eles estavam bem distantes, mas aos poucos foram se aproximando e pudemos observá-los bem de pertinho. Concluindo, flamingos são mesmo os animais mais lindos do mundo! :)

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Nessa parada, a mais longa do passeio, aproveitamos para almoçar depois de quase 1 hora observando a paisagem e tirando fotos. Sério, eu poderia passar um mês inteiro neste lugar. A paz que se sente ali é algo indescritível.

Para o almoço, nosso guia simplesmente abriu a mala do carro e organizou as travessas e panelas de comida e pediu para nos servirmos. Comemos arroz com frango como em todos os outros dias, porém desta vez a comida estava bem mais gelada! Comemos ali mesmo, sentados nas pedras. A sorte é que nessa hora o sol estava bem forte, então não congelamos. :) 

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Mas por falar em congelar, havia placas de gelo espalhadas pelo local e muitas mini lagunas congeladas. Reparem:

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Tentei algumas selfies, mas eles estavam muito distantes...

Tentei algumas selfies, mas eles estavam muito distantes...

Até que consegui uma boa! Selfie com os flamingos lindos, check!

Até que consegui uma boa! Selfie com os flamingos lindos, check!

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Laguna Hedionda

Eu tinha ouvido falar bastante nesta laguna, mas ela não me encantou tanto quanto a anterior, talvez pelo fato de termos ido na outra primeiro. Quem faz o trajeto oposto - do Chile para a Bolivia, deve se surpreender mais!

Nela, há muitos flamingos e um hotel/restaurante com wi-fi! Sim, no meio do nada é possível encontrar um lugar com conexão, porém este era o único em todos os 3 dias de passeio. Lógico que fiquei me coçando para usar pelo menos 5 minutinhos de internet, mas realmente não rolou pois estávamos apenas de passagem. Era preciso pagar algo como 5 reais para usar por 15 minutos, mas acho que mesmo que eles cobrassem 50 reais, muitos turistas usariam! Vocês conseguiriam resistir? 

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Laguna Honda

Aquela típica parada de 5 minutos para tirar foto e partir! Ficamos na dúvida se valeria sair do carro quentinho, pois estávamos vendo pela janela, mas eu resolvi sair e tirei essas fotos abaixo. A cor da água é bem bonita, mas lá não tinha nenhum flamingo... confesso que já estava com saudades deles! Rs!

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Árbol de Piedra

Agências de turismo costumam enaltecer vários spots desnecessariamente, e esse foi um deles. É interessante ver que essa árvore de pedra foi formada naturalmente com o vento, quando parece ter sido esculpida pelo homem. Mas a parada nesse local foi muito demorada e estava muito frio. Comecei a ficar com uma dor de cabeça muito forte devido à altitude, pois não parávamos de subir. Resolvi então, esperar dentro do carro.

Essa foi a última parada antes de continuarmos viagem por mais um tempo até o hotel que ficamos hospedados na segunda noite, bem de frente para a Laguna Colorada. Apesar do frio, tivemos uma noite boa com direito a vinho - dado pelo nosso guia! 

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Amanhã vou contar sobre o terceiro e último dia no passeio do Salar de Uyuni. Fiquem ligados! Bjs!

Se você perdeu: Veja aqui como foi o primeiro dia no Salar de Uyuni!

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