Vientiane: super guia de viagem

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Sobre Vientiane

A capital do Laos, com forte influência francesa, só entrou no meu roteiro por ser a porta de saída para a Tailândia, depois da minha estadia em Vang Vieng. Vale a pena caso você tenha tempo livre, pois conhecerá a cultura do país de forma mais real, menos turística.

Em 1 ou 2 dias você já consegue conhecer os principais pontos turísticos em passeios bem agradáveis, pois além de pequena - tem apenas 700 mil habitantes, a cidade tem um quê de cidade de interior - mesmo sendo a maior do país! O rio Mekong é o maior símbolo da cidade, pois o rio a acompanha durante quase toda a sua extensão.

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Um pouco de história

A história do Laos, e principalmente da sua capital Vientiane, não foi nada fácil. Tendo tido independência francesa logo antes da Guerra do Vietnã, o país foi muito oprimido, desde o ataque do exército da Birmânia em 1828. 

Muitos elementos da história laociana se perderam com os ataques. Na capital, apenas um templo budista sobreviveu por inteiro, os outros tiveram que ser restaurados. A boa notícia é que hoje podemos ver toda essa história de perto, uma vez que visitamos Vientiane.  

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O que fazer

Parque Chao Anouvong: é um parque as margens do Rio Mekong que você pode visitar logo no início do dia para entender a vibe da cidade. Com espaço para a prática de exercícios ao ar livre, de manhã cedo o pessoal pratica Tai Chi Chuan e mais para o fim da tarde, a vista do por do sol é incrível.

Palácio presidencial: de construção imponente para o país, o palácio fica na principal avenida da cidade, a Lanexang Avenue. Bem recente, inaugurado em 1986 para ser a casa do presidente - que desistiu de morar ali, tem sua arquitetura em estilo francês com detalhes brancos e dourados.

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Patuxai: é o arco do triunfo do Laos. O monumento mais importante da cidade foi construído entre os anos de 1957 e 1962 para honrar aqueles que lutaram pela independência da França, e também para aqueles que perderam suas vidas na Segunda Guerra Mundial.

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É possível subir nele e ter uma visão 360º do centro da cidade, mas fecha bem cedo e por isso não consegui. Com elementos arquitetônicos bastante asiáticos como o telhado de templo, as serpentes “Nagas” e folhas e flores de lótus. O arco fica de frente para uma fonte e um lindo jardim, então vale a pena a visita para algumas fotos. 

Wat Sisaket: construído em 1818, foi o único templo que sobreviveu ao ataque do exército da Birmânia em 1828 - por isso o único que conserva a arquitetura original. Fica ao lado do palácio presidencial e em frente ao templo Haw Pha Kaeo.

Também funciona como museu e escola para Monges locais, conta com mais de 7000 imagens de Buda, além de paredes pintadas.

Haw Pha Kaeo: fica de frente para o Sisaket e é um dos templos mais bonitos, com jardim em estilo francês e funciona como museu nacional da arte religiosa. Esse museu foi construído em 1565 pelo Rei Setthathirsthtem um dos melhores acervos de Budas do país, incluindo o Buda de Esmeralda, que na verdade foi esculpido em jade. 

Alguns anos depois ele foi saqueado pelo Exército do Sião – atual Tailândia - e o Buda de Esmeralda foi roubado e hoje fica no Grand Palace em Bangkok. O templo foi completamente destruído pelo exército da Birmânia e o templo atual foi reconstruído entre 1946 e 1952, quando a região teve uma trégua depois da Segunda Guerra Mundial.

A ideia era que a Tailândia devolvesse o Buda de Esmeralda, mas como gesto de “amizade” o governo tailandês mandou uma réplica de presente para o Laos.

Wat Si Muang: um dos templos mais tradicionais, construído em cima de um templo hindu. É bastante visitado pois sempre conta com monges distribuindo bençãos, além de ser bem localizado.

Pha That Luang: construído em 1566, é o mais importante templo budista da cidade e impressionantemente dourado, feito com meia tonelada de folhas de ouro que cobrem a estupa de 45 metros de altura e as 30 estupas menores. Foi destruído e saqueado diversas vezes até que no século 19 ele foi reerguido pela última vez, com  formato de pirâmide, com três níveis, que representam a subida da terra até o céu, com um piso representando o submundo, o segundo nível o budismo e o terceiro nível o reino do céu.

Reza a lenda que a estupa principal guarda uma relíquia de Buda, uma costela que teria sido trazida de missionários da Índia...

Wat Sok Pa Luang: fica um pouco mais afastado, mas permite um contato mais direto com a cultura local. Caso tenha tempo, visite num sábado à tarde, pois um grupo de jovens monges se reúne para aprender inglês e ter contato com estrangeiros, expatriados e qualquer viajante que tenha interesse em participar de um intercâmbio cultural. Em troca de uma sessão de conversação sobre os mais diversos assuntos com os monges e com a população local, são oferecidas algumas sessões gratuitas de meditação no melhor estilo budista, caminhando pelos jardins do templo sentindo a grama e terra em seus pés, ou esquecendo que tem um corpo físico meditando sentado no templo. Uma experiência de intercâmbio incrível.

Buda Park: é a atracão mais interessante da cidade, apesar de ficar um pouco distante - cerca de 25km do centro, e bem perto da fronteira com a Tailândia. Dá para chegar contratando um tuk tuk, no esquema ida e volta, com o motorista aguardando no local.

Formalmente conhecido com Xieng Khuan, o Buddha Park tem mais de 200 estátuas Budistas e Hindus. O lugar não é um templo, mas um parque recente, construído em 1958 ao lado do Rio Mekong. As representações de Buda mostram as várias formas que ele tem em diferentes países, como o budismo indiano, chinês, tailandês e claro, do Laos. Vá caso tenha tempo. 

Night Market: o mercado noturno de Vientiane não é dos melhores - achei muito bagunçado! -, mas como você não vai ter muito o que fazer à noite na cidade, vale a ida.  Fica as margens do Rio Mekong e dizem que é bonito ir durante o por do sol - eu fui bem à noite mesmo... 

COPE Visitor Center: é uma ONG dedicada à produção de membros e órgãos artificiais para as vítimas de explosivos da Guerra do Vietnã, que continuam causando acidentes até hoje, principalmente nas zonas rurais. O local conta com um centro de visitantes onde a história é contada aos turistas através de fotos e vídeos, com alguns documentários bem impactantes, que mostram como a pobreza do país leva crianças a trabalharem como "caçadores destes artefatos não detonados, arriscando suas vidas para vendê-los por quilo ao ferro velho". 

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Quando ir

Assim como indicado para conhecer as cidades de Luang Prabang e Vang Vieng (até porque você não vai ao Laos apenas para visitar Vientiane), a melhor época para ir é durante o período das secas, entre Novembro e Fevereiro.

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o que & onde comer

Os cafés laocianos possuem grande destaque na capital. Não deixe de experiementar um café da manhã ou da tarde numa Bakery House, ou apenas entre para usar o wi-fi e comer um croissant, mas não deixe de ir!

Little House Cafe: um café super aconchegante e decoração rústica com opções orgânicas.

Kong View Restaurant: restaurante na beira do rio Mekong, com clima super receptivo. Ideal para beber um vinho ou drink como acompanhamento a um dos pratos locais ou internacionais. Eles possuem um mix que agrada tanto habitantes locais quanto turistas.

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O que levar

O calor de Vientiane pode ser bem preocupante entre às 11h da manhã e às 15h. Leve roupas bem levinhas e não esqueça de incluir:

  • Chapéu ou boné para proteger o rosto

  • Hidratante corporal - para as mãos também!

  • Shorts

  • Camisetinhas

  • Protetor solar e protetor labial

  • Sandálias rasteirinhas é o que você mais vai usar por lá

  • Batas e vestidinhos, tudo bem fresquinho

  • Dinheiro em mãos

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Onde se hospedar

Bloom Boutique Hotel & Cafe: possui um restaurante que oferece comida italiana e asiática, os quartos são bem equipados e o café da manhã bem servido.

Dhavara Boutique Hotel: bem próximo ao rio Mekong, é uma acomodação mais luxuosa e bem equipada. Alguns quartos possuem varanda para o rio e banheira. Também tem um restaurante interno que serve o melhor da culinária laociana.

Salana Boutique Hotel: o hotel com melhor localização, bem central. Estilo arquitetônico típico laociano, ideal para quem quer viver a experiência completa. O hotel oferece restaurante e spa, além de quartos bem equipados e tem vista para o rio Mekong.

Green Park Boutique Hotel: considerado um oásis, em local tranquilo e agradável. Possui as melhores facilidades: piscina, jacuzzi, academia, bar, restaurante e varandas privativas. Por ser mais reservado, atende pessoas famosas e políticos da região, além de empresários e pessoas que buscam fazer negócios.

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Como se locomover

A pé: para quem gosta de caminhar, dá para conhecer todo o centrinho a pé em apenas um dia.

Bike: para chegar ao Pha That Luang, que fica a 4km do centro.

Tuk tuk: para chegar no Buda Park.

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Como chegar

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Avião: a malha aérea do Laos é bem limitada ao aeroporto de Luang Prabang, principalmente se tratando de viagens internacionais. Mas há vôos diários para Vientiane saindo de de duas capitais: Kuala Lumpur, na Malásia e Bangkok, na Tailândia. 

Ônibus: para quem prefere iniciar a viagem por Luang Prabang (como foi o meu caso), de lá saem diversos ônibus diários para a capital do Laos, inclusive em viagens noturnas, com "camas" individuais. Não é tão confortável, mas vale a pena.

Trem: se você está vindo ou indo para a Tailândia, o trem noturno também é uma boa opção. Fiz o trajeto Vientiane - Bangkok num trem noturno, também com camas individuais. Achei ok!

 
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Informações úteis

  • Para entrar no Laos é necessário fazer na chegada ao país o visto on arrival, antes da imigração. Não esqueça de levar uma foto 3×4.

  • Não existe exigência específica de nenhuma vacina, como ocorre em outros países do Sudeste Asiático. Mas se você já tiver a vacina da Febre Amarela e da Malária, acho mais segura a visita!

  • Lembre-se que os templos são lugares sagrados, onde é proibido entrar calçado, usando camisa sem manga, shorts, saias acima do joelho e blusas sem manga, decotadas. Uma solução para os que vão desprevenidos são os sarongues, pedaços de tecidos que cobrem a parte inferior do tronco e podem ser removidos logo após a visita.

  • O Laos é um país bem barato, por isso tem se tornado o queridinho dos mochileiros. Dá para fazer uma refeição completa por 30.000 KIPs (R$12,00), uma cerveja BeerLao de 600ml por 10.000 KIPs (R$3,80). 

  • Vientiane, a maior cidade do país, tem pouco mais de 700 mil habitantes, geralmente é uma cidade de passagem, mas em um dia dá para conhecer o que mais interessa na cidade.

  • A moeda oficial do Laos é o KIP e 1 real vale aproximadamente 2.637 KIPs. O Baht da Tailândia também é aceito livremente, o que é uma boa para quem vem de lá e ainda está com dinheiro tailandês sobrando no bolso.

  • A melhor moeda para levar para o Laos é o Dólar Americano, que também é aceito em muitos lugares. Cartões de crédito das principais bandeiras também são aceitos normalmente.

  • Não é proibido beber na rua, mas é considerado falta de educação grave.

  • A maioria dos hotéis tem internet wi-fi, mas a velocidade não é grande coisa, mas vamos lembrar que o Laos é um dos países mais pobres do mundo.

  • A maioria dos pratos não se come de garfo e faca, mas de garfo e colher. A colher faz a vez da faca na hora de arrumar a comida no garfo, em geral são pratos que não tem muito o que cortar, como os pratos de arroz.

  • Nunca entre na casa de alguém, nos templos e até mesmo no hotel usando sapatos. É uma das gafes mais feias que alguém pode cometer no Laos. Na porta dos hotéis, inclusive, fica um armário para deixar seus sapatos. Muitos hotéis fornecem chinelos para serem usados só dentro do quarto e áreas em comum.

Qualquer outra dúvida, pode deixar aqui nos comentários, ok? ;)

Beijocas,
Mandzy.

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